Eu sempre me perguntei porque eu nunca gostei de fazer atividade física. Eu simplesmente nunca tive a motivação de ir malhar, ir correr, ir “cuidar de mim”. Eu via o povo fitness nos instagrans da vida e ficava só pensando: Nossa, como eles conseguem? O que eles têm que eu não tenho?

Se eu sei que é bom para mim, que meu corpo precisa disso, seja para saúde física, seja para saúde mental, então por que procrastinar tanto? Será que eu não me amo o suficiente? Será que a culpa é da depressão? Da falta de dinheiro?

Me culpei tanto a toa, porque, na verdade, a culpa toda é que a atividade física é contra a natureza humana. Segundo Drauzio Varella, os animais – sem excepcionar os seres humanos – não estão programados para gastar energia “para nada”. Na nossa ancestralidade, caçávamos, e descansávamos para, depois, caçar de novo, sem corridinhas “desnecessárias” por aí.

Mas hoje não caçamos, nem gastamos muitas calorias, devido ao habitat em que vivemos. Por isso, há a necessidade de fazer atividade física. E não é porque nosso corpo não quer fazer, que temos que obedecer, né? Temos que forçá-lo, ou melhor, criar estratégias para que a dose de exercícios sejam cumprida.

A minha estratégia é participar de grupos de caminhadas ou de um esporte que tenha colegas porque estar com outras pessoas me motiva a comparecer à atividade. Eu gosto de socializar então quando bate a preguiça, eu penso que pelo menos vou conversar, saber novidades e assim vai acabar mais rápido. Isso me anima a não faltar.

A estratégia de Drauzio já é outra, que você pode conferir no vídeo logo abaixo. E cada um vai ter que criar o seu esquema pra cuidar da saúde. Não é tudo que vai ser super legal. A gente tem que comer coisas não tão gostosas às vezes e deixar de comer outras tão deliciosas. Mas o autocuidado é assim, exige preservação do corpo, mente e espírito.

Eu assumo que fiquei muito mais confortável ao saber que não temos a vontade inerente de se exercitar. De alguma forma, ficou mais fácil pra mim. Me obrigo apenas a fazer e não a ter a vontade de fazer, afinal ela não existe. Ai, como é bom se libertar de conceitos equivocados.

Segue o vídeo:

Escrito por Sarita Deoli

Nordestina, advogada e graduanda em psicologia. Criou o Brutamor para falar sobre a natureza humana, seu tema preferido. Acredita no valor do autoconhecimento e do conhecimento em si. Tem mais esperança do que antigamente e insiste que não está aqui só de passagem. Sua matéria-prima é o amor.

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