Não sei ao certo se posso dizer que sempre acreditei em Deus. Em muitos momentos eu dizia que não acreditava, mas vivia conversando com ele (reclamando mais que conversando). Duvidava da existência histórica de Jesus. Desenvolvia teorias da conspiração sobre tudo que envolvia Deus.

E, realmente, quantos usam Deus para nada além de coisas que são exatamente o contrário dos seus ensinamentos? Não há de se apoiar tal atitude. Mas também não é preciso desacreditar da sua existência por motivos como esse.

Que cada um acreditando ou não, pelo menos saiba sobre o real valor de Deus, que não se reflete em muitos comportamentos de pessoas que apenas proferem a Sua palavra, mas nada entendem nem procuram entender sobre o seu verdadeiro sentido.

Acho que foi bem difícil pra Deus encontrar um momento da minha vida para se encaixar e permanecer tranquilo. Afinal, eu costumava agir com muita ingratidão, rei na barriga e revolta, principalmente revolta. Se tinha uma palavra que me definia, essa palavra era “revolta”.

E não tem nada que entre no coração de um revoltado porque toda a energia dele é direcionada a golpes no vento e berros mudos. Mas chegou uma hora que eu me acalmei. Fui obrigada a me acalmar por todas as doenças que me acometeram. Eu não tinha mais forças para essas lutas vazias porque eu tinha que lutar por mim.

Eu procurei forças em todo lugar, inclusive em Deus, mas não confiava muito que ele iria me ajudar. Até que algumas pessoas e situações foram aparecendo em minha vida, me levando a entender que existiam provas históricas e científicas não só da existência de Jesus, quanto da existência do próprio Deus.

No meio de tudo isso, me surgiu um grupo de estudo, no qual eu pude entender o que realmente significa Deus e quais são os verdadeiros ensinamentos dele. Tudo muito neutro, aberto ao diálogo, perguntas e dúvidas (como deveria ser qualquer local religioso). E lá eu concretizei minha crença em Deus.

Eu descobri que Deus tem tudo a ver com desenvolvimento pessoal e autoconhecimento. Que ele nos incentiva a nos encontrarmos, a seguir nossas intuições, a nos cuidarmos e a agir. Ele nos ensina sobre otimismo, sobre perdoar, sobre se relacionar com o outro. Ele nos prepara para a vida mortal tal qual ela é. Não tem mentira, nem ilusão, simplesmente a vida como ela é.

Hoje Deus é uma das minhas principais terapias e sinto uma enorme gratidão por ter me aberto para esse tratamento, que o único custo foi a minha própria melhora. Por isso dou graças a Ele e proclamo o seu nome.

Escrito por Sarita Deoli

Nordestina, advogada e graduanda em psicologia. Criou o Brutamor para falar sobre a natureza humana, seu tema preferido. Acredita no valor do autoconhecimento e do conhecimento em si. Tem mais esperança do que antigamente e insiste que não está aqui só de passagem. Sua matéria-prima é o amor.

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