te destruí porque estava destruída

Não sei por quanto tempo fui capaz de fingir que eu estava bem. Atuava pra ver se funcionava. Me mascarava até que um dia me tomasse a alma. Mas não adiantava. No final do dia ainda era eu. Euzinha da silva. Cheia de vontades e sonhos reprimidos. Lotada de mágoas e culpas mal curadas.
Eu tinha que descansar. Carecia de ajuda. Mas, em vez disso, escolhia preencher meu ego com superficialidades e me nutrir de amores efêmeros. Eu estava desesperada pelo amor nos outros porque eu não o encontrava dentro de mim. Por isso não importava quanto amor me dessem, nunca era suficiente. Nunca era o amor completo. Porque a parte que me faltava jamais encontraria externamente.
Precisava me resolver. Mas enrolei e enrolei, fui covarde, arrogante. Eu me achava superior a tudo isso. Tinha a falsa ilusão que já tinha nascido pronta. E fiz merda. Te mostrei uma versão que nem de perto sou eu. Coloquei toda a minha pressão em você. Eu precisava culpar alguém, eu precisava que sentissem essa dor comigo. Eu sempre dava um jeito de nos sabotar. No fundo eu desejava que você realmente não gostasse de mim pra que eu desse um significado a todo esse meu sofrimento.
Eu te deixei maluco. Te desrespeitei, te humilhei, te desvalorizei. Te destruí. Nos destruí. E fui obrigada a me cuidar. Deu certo pra mim. E espero que esteja dando certo pra você.

sarita bruta

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