Quem você é na árvore genealógica importa mais do que quem você realmente é

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Família é um bem muito importante, não há como discordar. Em termos gerais, sua família que vai cuidar de você, que vai querer seu bem e ajudar como for possível, mesmo que você não mereça. 
Acontece que, as famílias são formadas por seres humanos, que, por sua vez, possuem, cada um, uma personalidade própria, ideias e convicções delimitadas e uma visão de mundo completamente sua.
Então, temos de concordar que não é fácil se dar bem com todos da sua família. Isso ocorre pelas situações mais simples, aquelas pequenas divergências do dia a dia e de personalidade, em que você não suporta a pessoa, mesmo que seja por apenas um momento. Ou o próprio distanciamento natural por pessoas que não são da mesma vibe.
Mas vem aquela incessante cobrança: “você não pode responder ao seu pai”, “você tem que dar atenção aos seus tios”, “você tem que procurar seus primos”, “por que você não sai mais com seu irmão?”, “um dia você vai precisar deles” e blá, blá, blá. 
Dentro da sua família, você pode ter amigos. Os seus pais podem ser seus melhores amigos. Mas por que isso é tão obrigatório? E por que sofrer tanta pressão se você não se der bem com eles? 
Uma frase que dizem muito quando você começa a namorar alguém é: “se quer saber se ele(a) vai te tratar bem, veja como trata a sua mãe”. O que não é uma verdade absoluta, já que é completamente normal haver divergências entre filhos e mães.
E por que deve-se manter uma vida social com os familiares, mesmo não tendo absolutamente nenhum gosto em comum?
Tenho que mandar um whatsapp dizendo “bom dia” pra mostrar que te considero? Preciso abaixar a cabeça e ouvir todas os preconceitos que meu pai insiste em dizer sem ao menos discordar? Sou obrigado(a) a aceitar todas as chantagens emocionais que minha mãe faz para chamar a atenção e largar tudo para me tornar sua assessora pessoal? Tenho que satisfazer aquela avó chata que não importa o que eu faça, ela sempre vai achar ruim?
Me desculpe, mas, não, eu não consigo pactuar com isso.
Esse vínculo que as pessoas insistem em criar é artificial e não há sentido nisso. Quero estar com minha família porque eles são agradáveis, quero agradecê-los quando me ajudarem por espontânea vontade, quero discordar deles sem ter medo de ser a ovelha negra, quero que me vejam pelo que sou e não por quem eu sou na árvore genealógica.
Sente demais, pensa demais, e por isso, precisa escrever, essa é a sua foma de participar do mundo. Acredita no valor da diversidade e do empoderamento. Insiste que não está aqui só de passagem. Sua bandeira é o amor.

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